Tenho me encontrado tão perdida, ultimamente, cada vez mais. É uma sensação estranha, mistura medo com decepção, com uma vontade de nada, talvez de fugir. Assim, correr, pra bem longe. Para um lugar só meu, só pra mim. Preciso disso, sabe, quero ter todo o meu tempo dedicado à mim, e talvez, sozinha, eu até consiga. Preciso me importar mais comigo. Preciso fazer o que me faz bem, ter ao meu lado quem eu tenho amor, me importar com que deve ser importante. Meu problema não é amor. Amor eu tenho, tenho sim. Mas o que vem de mim, esse, esse talvez seja uma das raízes de tudo isso. Tenho muito amor em mim, e não penso duas vezes antes de amar alguém. Eu não tô falando só de um carinha, também não tô falando de vários carinhas. Eu falo de pessoas, entende? Talvez seja esse meu problema: amar demais, amar errado. E é tanto amor que eu direciono à eles, que não sobra nada pra mim. Eu pareço não me importar comigo. E é quase isso. Tanto, que eu quase não admito nem elogios. Eu não me amo o suficiente para enxergá-los. Eu não me amo o suficiente para escondê-los - eu nem os vejo para isso. Eu não me amo o suficiente nem para, ao menos, aceitá-los. Mas eu vou me amar. Então, quando eu aprender a me amar, eu talvez aprenda a amar as pessoas. Vou aprender sim. E aí, naquele lugar só meu, só pra mim, vai ter espaço pra mais alguém. E eu também não tô falando só de um carinha, também não tô falando de vários carinhas. Eu falo de pessoas, entende? E, no meio de tudo isso, eu vou entender o quão idiota é esse meu medo de pessoas, só por serem pessoas, e pela possibilidade de tudo dar errado, por esse meu amar-errado.
Ray.
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