Tenho ainda tantas cicatrizes, marcas, poços e afins. Tenho tantos medos e receios guardados. Cartas antigas, lembranças e memórias de dias atrás. Quase um baú de recordações, do qual eu joguei a chave fora e abri um outro, cheio de esperança e pronto para algo novo. Te olho e tenho vontade de te puxar pelo braço e sentar contigo, te contar minha história, minha vida, abrir meu coração e ver você folheando página por página me perguntando o que significa cada borrão, cada página riscada, cada linha marcada a caneta. Contar coisas e casos. Te confessar que sou muito mais do que isso que todos vêem e tentam imaginar de mim. Ler o que te escrevi e descrevi. Ver teus olhos brilhando de encontro aos meus com uma felicidade tamanha. Talvez eu consiga. É hora de pagar pra ver. Pague pra ver. Pra me ver.
Dedicado á um certo alguém.
Never say Never - The Fray
terça-feira, 30 de agosto de 2011
sábado, 27 de agosto de 2011
O que é o certo?
Certo que nem tudo me convém. Certo que existe o que é bom e o que é ruim, mas nada é totalmente predefinido. Correr atrás e se permitir à opções novas não é um crime, até porque quem não arrisca, meu bem, não petisca.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Limites
Tão convincente com palavras mas um fracasso em demonstrar. Tão imune à tudo que se mostra entregue demais. Tão auto suficiente, sem ser. Ainda não aprendi a ser de outra forma, me desculpa. Ainda não sei me refrear quando o assunto é parar de falar e escrever sobre o que anda ocupando minha mente. Novos contatos e novas pessoas são como novas dosagens de novos remédios para empolgação. Lembranças de pessoas importantes são como espinhos que vivem encontrando uma forma de cutucar o que anda tentando cicatrizar. Nunca mudou, até agora. Até hoje. Até ontem. Até o dia que resolvi fazer e ser diferente. Até o dia que cresci e espantei todos os medos, todas as prisões, todos os limites. Não tenho limites, nunca tive. Talvez só demorei um pouco para descobrir.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Querido,
Fui muito bem educada e sei que presente não se devolve, mas faça-me o favor de passar seu endereço porque quero abandonar meus bons modos. Aquele creme amaciante que você gentilmente me mandou não me serve, amor; mais delicada do que eu só a pelagem do gato da sua mãe. Com todo o cuidado do mundo, envio o presente pelo correio, junto com esta carta para que possa refletir. Sinceramente, você precisa mais desse creme do que eu; sugiro que engula-o ou arranje uma forma de passá-lo no coração para ver se a pedra se desfaz em algodão. Desculpe se minhas palavras soam um tanto ásperas, mas ultimamente tenho sentido uma necessidade enorme de lhe falar coisas secas. Cansei de tentar misturar açúcar com sal na esperança de transformar o irreal em algo saboroso, bem como de depositar intensidade onde só há vazios. Querido, esse bocado de cascalhos mascarados (que você erroneamente chama de sentimentos) não me enganam mais, e já lhe aviso que você terá de encontrar, a partir de agora, um outro alguém para completar seus espaços ocos e lhe servir de apoio, na verdade até acho que você encontrou, mas não era boa suficiente.
Com completo descaso,
alguém que não se importa mais.
Com completo descaso,
alguém que não se importa mais.
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